Piano alone. A Composer's journal. Piano só. Diário de um compositor. Piano seul. Journal d'un Compositeur. Piano Solo. Diario di un Compositore. Klavier Allein. Ein Komponist Tagebuch.












Wednesday, 15 December 2010

Dithyramb. Ein Ausgelassenes Befreiungslied. Nach Nietzsche

29 de Novembro de 2010




Cesar Taibo and myself. 12 years later, in Bracara Augusta, EU.




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Dithyramb. Ein Ausgelassenes Befreiungslied. Nach Nietzsche.
Particella version for string orchestra and percussion.

Excerpts from a work by artist Isabel Ferreira Alves appear by exclusive and kind permission of the artist. My greatest thankfulness to her, for the use of her work.


Painting (c) (P) 2006 Isabel Ferreira Alves.
Music (c) (P) 1993 Nelson de Quinhones.




Though the sub-title of this piece may now cause me to smile, I do remember the cause for it. For it was the time for us, my friend Cesar [Taibo] and myself, to attempt to learn german, so that we could understand texts on Art that were emanating exclusively in this language, as well as enable us to read in the original some of the authors we loved –and still do–. We were both interested in Hölderlin and Goethe, he caused me to find Trakl and Novalis, authors he was wild about. And then, of course, there was Nietzsche. It was the time of Thus spoke Zarathustra: Nur Narr! Nur Dichter! The Dithyramben, the Klage der Ariadne –on what I also wrote–, and all the rest we could some how decipher. The time for Ruhm und Ewigkeit for us!
Though it was no longer the time of the full impact of my late 80’s Sturm und Drang, it was still very much alive in me the exasperating Romanticism for the writing of a stürmich, Wild Chant of Liberation.
Well, german was difficult. And we are still learning it :-).






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Tuesday, 16 November 2010

Embrace. From "The Principle of Improvisation"

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Painting "Ser azul I" (c) (P) 2004 Isabel Alves.

Music (c) (P) 2004 Nelson de Quinhones.

Special thanks to artist Isabel Alves, for the kind permission to her work.

"Embrace", Excerpt. From "The Principle of Improvisation".

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Wednesday, 27 October 2010

Falsificações falsificadas.


“Esperando o Sucesso”, Henrique Pousão, 1882, óleo s/ tela, MNSR.




Falsificações falsificadas. A triteza continua e acentua-se.

Há uns anos atrás conversava com um galerista de uma conceituada casa da grande Miguel Bombarda. Dizia-me ele a certa altura sobre o Informal, que era o estilo mais difícil de receber na sua casa, pois “como não representa nada, não sabemos se é “bom” ou não. Olhamos para a peça e ela pode até ter sido feita por uma criança. Já se representar alguma coisa, já sabemos se está bem feito ou não, se o artista é bom ou não. Por isso só sabemos se o artista é bom ou não com o tempo e com a reacção do mercado: se vender, é porque é bom.”.
Não, não é uma piada. Aconteceu mesmo. A galeria é conceituada, e compreende-se porque não a nomeio, embora esteja convencido que o galerista em questão mantenha ainda a sua “opinião”. A minha reacção foi a que se imagina. Por dentro fiquei abalado. E a conversa não durou mais.
Lembrei-me desta história aquando da primeira destas três notícias sobre apreensões de alegadas “falsificações” de artistas do século XX. Entre as peças que vi na comunicação social estão objectos associados a Miró, Chagall, Picasso, e até Rubens e agora Leonardo, imagine-se (!). O que me chocou não foi a apreensão em si. Sabemos que há um mercado de falsificações, que sempre houve e sempre haverá. O que me repugnou foi toda a miséria que envolveu o acontecimento. Como poderei eu dizer isto? Eles não são Picassos porque são falsificações: não são Picassos porque não são Picassos. Ou seja, não têm de forma nenhuma o que caracteriza um Picasso. Dito de uma forma simplista: simplesmente não têm qualidade. E o mesmo se aplica aos Chagall, aos Miró, e a outros que pude ver na peça sobre a primeira destas apreensões.
E no final de tudo isto, a Polícia judiciária, à luz do que apesar de tudo consegue fazer, que merece e seria suposto poder contar com a perícia de um Eduardo Batarda ou outro eventual [raro] perito com a mesma dimensão, uma vez que não têm a menor obrigação de se especializar em História da Arte, vem dizer que todas esta peças valeriam “mais de um milhão de euros”. Ora eu pessoalmente duvido que se pudesse pedir por uma tela de Rubens menos de cinco vezes esse valor. E ainda mais todos os outros autores. Pior mesmo só seria se tivessem avaliado em “para cima de um dinheirão”.
Ainda a questão do “Rubens” e agora deste “Leonardo”. Pergunto eu: e que anta, que energúmeno é que daria alguns milhões de euros por um Leonardo num antiquário? Com certificado(s) ou não, qual seria a hipótese de encontrar um Rubens ou um Leonardo num antiquário em Lisboa? Já agora um bustinho do Buonarroti, que estão mesmo a sair muito bem. É que quem compra arte desta dimensão, não o fará nunca –ou não o deve fazer nunca– sem a consultadoria de um especialista.
Nesta última apreensão, entre as peças que pude ver, Leonardo nunca faria aquela composição, muito menos estaria no mercado sem uma contextualização histórica internacional, e o mesmo se aplicaria a um Rubens; o “Miró” é demasiado denso, nunca ele pintaria aquilo; o “Kandinsky” é uma contradição em termos, completamente desequilibrado e todo ele ruído; os “Picassos” são risíveis no mínimo, apenas nada têm de Picasso; a “Lempicka” é grotesca, outra contradição; o “Chagall” é um mamarracho adolescente, e a lista continua. Uma profunda e intensa tristeza como se tornou fácil enganar um mercado que atingiu este nível de sensibilidade e ignorância.
Quão distante parece estar o tempo de Hans Van Meegeren!
O que abala verdadeiramente o mundo da arte, em Portugal ou no mundo, se é esse o caso, não é a dimensão das apreensões nem mesmo dos autores implicados, mas a profunda mediocridade e ignorância que perpassa todo o processo, do falsificador ao eventual comprador –duplamente lesado–, até aos meios disponibilizados à instituição que apesar de tudo, fazendo o melhor que pode com o que tem, ainda o consegue detectar e interromper.

Thursday, 14 October 2010

Scene at the table



Scene at the Table


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"Scene at the table" (c) (P) Pompeu Miguel Martins.


Music . "Preliminaries" (c) (P) 2004 Nelson de Quinhones.




My thanks to Poet / writer Pompeu Miguel Martins, for this gesture.


It is always a privilege as an honour, for someone to see our work as a landscape on wich to write about.





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Sunday, 26 September 2010

Inauguration of the Fafe Theatre

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(C) Nelson de Quinhones (P) Municipality of Fafe

Published by kind permission of the Municipality of Fafe.
Special thanks also to Mr. Jesus Martinho.

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Monday, 22 February 2010

Daniel Gonçalves vence o Prémio Manuel Alegre.




Fiquei eufórico pelo merecido prémio de poesia Manuel Alegre atribuído recentemente a Daniel Gonçalves. Sobre ele já aqui escrevi: "o grupo de poetas da minha geração, Daniel Gonçalves é, actualmente, o da minha referência por variadíssimas razões:
- em primeiro lugar é de salientar a atitude, verdadeiramente poeta, por não só escrever mas também manufacturar alguns dos seus livros, remetendo-os para quem merece realmente ler boa poesia. O poeta chega mesmo a enviar para os leitores mais persistentes, por correio, em pequenas edições limitadas, sem distribuidora, livraria, editora e, por fim, de forma gratuita, tal como a própria poesia o deve de ser. Sim, já sei, são vários os bons poetas que já o fazem, alguns em formato PDF, outros também manufacturados... por isso estão na mesma grandiosidade do Daniel. Recentemente fui um dos felizardos, conseguir chegar a tempo e ainda deitei a mão a uma dessas raríssimas obras, antes de acabar o pequeno número de vinte exemplares propostos pelo autor. Uma preciosidade que felizmente não perdi. Textos ímpares, belíssimos do qual vos quero falar e contagiar a leitura com a próxima entrada. Para tal, foi apenas preciso estar atento ao blog do poeta (aqui);
- em segundo lugar, confesso-vos que ando algo farto da poesia contemporânea de alguns autores da minha geração, parte da poesia que por aí anda, e é muita, caiu numa espécie de ensaio da língua, num desdobramento de oficina através do exercício da sinonímia. Quanto maior for o palavrão, maior a complicação. Daniel gosta de se intitular como o poeta da 'Simplicidade' e de facto assim o é. Os melhores versos que encontro na língua de um livro são os dele, simples, leves, puros mas cheios de trabalho, não da língua, mas da gravidade das palavras depois de todo o lixo desaparecer.

In http://carlosvaz.blogspot.com/

Não me revejo completamente nas palavras do meu querido Carlos. Porém, espero que ele me permita incluir aqui este seu texto, que considero merecer uma leitura e reflexão atentas.
Mais tarde escreverei sobre o Daniel, que além de um amigo, é um poeta. Como diria o Valter aquando do "três minutos (...)" Não há maus poetas. Se forem maus, não são poetas. É isto mesmo. Costumo citá-lo várias vezes porque considero que para mim não há mais nada a elaborar sobre isto. É assim mesmo. E o Daniel é um poeta. E viverá tanto quanto as montanhas.
Em breve contarei uma pequena história com ele.

Valter Hugo Mãe em Guimarães.



Anteontem, sábado, ao final da tarde, fui com a Isabel a Guimarães ver e ouvir o Valter no seu lançamento do recente "a máquina de fazer espanhóis".
Extraordinário. Antes passámos pelo Vila Flor, onde vi uma exposição que não me agradou particularmente, para ser delicado.
Valter estava só. Também não precisaria de mais ninguém. Penso que nunca precisou. Entre saborosas leituras do último romance e alusões a "vampiros de Freamunde" -quem lá estava, percebe :-)-, o tempo passou como se não o tivesse feito.
Adorámos. Esceveu algo no meu "Apocalipse (...)", e regressámos.