Piano alone. A Composer's journal. Piano só. Diário de um compositor. Piano seul. Journal d'un Compositeur. Piano Solo. Diario di un Compositore. Klavier Allein. Ein Komponist Tagebuch.












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Wednesday, 16 September 2009

A Ponte IX


Museu Amadeu de Souza-Cardoso. Com os canhões originais, agora em paz.

24 de Abril de 2009.
A ponte IX

Inauguração da exposição A ponte, em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.
O mestre Manuel Carneiro tira-nos esta fotografia, depois de termos estado na extraordinária exposição sobre o Cerco de 1809, aqui mesmo no Museu do nosso amado Amadeu.

A Ponte VIII


A Isabel com os soldados de Almeida, em plena ponte de S. Gonçalo.

23 de Abril de 2009.
A ponte VIII

Inauguração da exposição A ponte em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.

Por uns instantes conversamos com os figurantes que aqui recriam soldados portugueses de 1809. São originalmente de Almeida, e sugerem-nos vivamente que levemos a exposição também para lá, onde também eles tanto sofreram nesse ano de 1809.

A Ponte VII



23 de Abril de 2009.
A ponte VII

A Délia, Isabel, os nossos divertidos amigos inimigos franceses, originalmente espanhóis, e yours truly. A figura atrás da Délia e da Isabel, só a vimos na máquina, depois da foto, por incrível que pareça. Pela roupa, não é um fantasma.

A Ponte VI



23 de Abril de 2009.
A ponte VI

Inauguração da exposição A ponte em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.

Os dois figurantes fardados como soldados franceses, então soldados inimigos, fizeram questão de dizer, por entre risos, que não eram franceses, eram espanhóis: só estavam vestidos como tal. Isto porque a Isabel lhes havia dito também brincando “podemos tirar uma fotografia juntos, com o inimigo? Sim, porque vocês são o inimigo!”.
Pouco depois veríamos um representante do Estado francês entrar lado a lado com o Presidente da Câmara municipal de Amarante Armindo Abreu no Museu Amadeu de Souza-Cardoso, ambos também rindo-se, muito bem dispostos, duzentos anos depois.

A Ponte V


Cheerio!
Fotografia: © João Artur Pinto.

22 de Abril de 2009.
A ponte V

Inauguração da exposição A ponte em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.
PROGRAMA

18 de Abril 2009 (Sábado).
Tarde – Recriação Histórica – Largo de St.ª Luzia, seguindo pelas Ruas da Cidade;
Combates simulando a progressão das forças francesas e o recuo das portuguesas até perto da Ponte.
Noite – Recriação Histórica – Largo de S. Gonçalo;
Simulação do assalto final e destruição da barricada situada na Ponte.
19 de Abril 2009 (Domingo).
Manhã – Demonstrações de ordem unida e de tiros de mosquete/canhão;
Sessão de Encerramento da Recriação Histórica.

A Ponte IV


Na Cafetaria da Ponte, antes da sessão de inauguração da exposição. Délia de Carvalho, eu, César, Mestre Manuel Carneiro, pintor Júlio Cunha, Cristina e a Kiko.

21 de Abril de 2009.
A ponte IV

Inauguração da exposição A ponte em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.

Recriação Histórica.

A Recriação Histórica é organizada em estreita colaboração com a Associação Napoleónica Portuguesa / Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida.
A Associação Napoleónica Portuguesa foi criada em 26 de Novembro de 2003 e é uma associação sem fins lucrativos. Funcionam como um Grupo de Voluntários entusiastas interessados em recriar de forma rigorosa os episódios das Invasões Francesas.
http://www.anp.pt/
Para a Recriação Histórica, a realizar em 18 de Abril, está prevista a participação de mais de 150 Recreadores Históricos vindos, não só de Portugal, como também de Espanha. Estes recreadores devidamente fardados à época, representando as forças portuguesas e francesas irão sobretudo simular os diversos combates ocorridos na então, Villa d’Amarante. Para isso, será recriado na cidade um cenário de batalha, composto por barricadas entre outros objectos, que servirão de pano de fundo às lutas corpo-a-corpo e aos avanços e recuos das tropas francesas e portuguesas.
O ponto alto da recriação acontecerá à noite, onde o episódio da Ponte será recriado, recorrendo à instalação de uma barricada no meio da Ponte e aos consequentes ataques à mesma. Toda esta encenação contará com peças reais de artilharia e efeitos pirotécnicos que simularão a explosão da barricada e a resultante passagem dos franceses.
No Domingo de manhã (19 de Abril) a ANP e os recreadores presentes farão pequenas demonstrações de ordem unida e de tiros de mosquete/canhão e estarão disponíveis para esclarecimentos sobre armamento e outras questões técnicas.

A Ponte III



Da esquerda para a direita: João Pinto, a minha amiga de infância e cunhada Kiko (Alexandra Pinto), Isabel, Délia, eu, César, Mestre Manuel Carneiro e o Grande Júlio Cunha.

20 de Abril de 2009.

A ponte III

Inauguração da exposição A ponte em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.

Texto do Pompeu para o Programa da Exposição.


A PONTE




Quinhones habituou-nos às narrativas na música, umas mais longas que outras, outras mais conceptuais, outras emoção pura e fixa no tempo.
Esta abordagem às invasões francesas e à resistência ocorrida na ponte de Amarante é exemplo desse aprofundamento cénico, trazido até nós sob a forma de música, com a divisão dos postos militares reflectida nas escolhas dos instrumentos: os metais representando o exército francês, as madeiras em representação da resistência portuguesa e a feliz opção do piano tomando a identidade da Ponte.
Detenho-me no sentido da Ponte, na sua contemplação, no seu aspecto duradouro. Uma Ponte de sentimento quase metafísico que o piano impõe ao assumir-se Ponte, ou seja ao assumir uma voz que vem, mais do que da síntese do combate, da análise sobre o que ficou de perdurável nesse (des)encontro de Homens. Já morreram os Homens e não esmoreceu a Ponte.
A estética da Ponte, a sua ideia e os seus valores não pereceram, nem se esgotaram na duração do conflito. Nela temos, com a música de Quinhones, um piano que conta e nos dá conta daquilo que ficou na sua material monumentalidade, mas também na sua intangibilidade onde reside o sentido da História que só é tocável porque no seu curso couberam gerações de Homens emergidos de um processo identitário que também ali se resolveu durante os dias de ocupação e de combate.
Nelson de Quinhones a regressar ao nosso contacto como se fosse em jeito de crónica, mas não de crónica Histórica, a regressar no seu jeito conceptual, a burilar na expressão contemporânea o emergir de um tempo passado que se imiscui no tempo dos tempos.
Uma obra que é uma narrativa e uma narrativa que é uma celebração de identidade, sob a forma de música, música quase corpo, quase voz sobrevivente e futura do tempo.


Pompeu Miguel Martins - Escritor
Abril de 2009.

A ponte II


Amarante, 18 de Abril de 2009. Cafetaria da Ponte. Da esquerda para a direita: João Pinto, Kiko, Isabel, Delia, eu, César, Mestre Manuel Carneiro e pintor Júlio Cunha.

Domingo, 19 de Abril de 2009.
A ponte II

Inauguração da exposição A ponte em Amarante, no histórico dia 18 de Abril de 2009.
Texto do Carlos sobre a Isabel, no Catálogo da Exposição.

A PINTURA COMO DEVIR


A experiência face ao descortino da pintura-escultura – se assim pudemos chamar, uma vez que a sua obra não se confina ao espaço da cor – de Isabel Ferreira Alves é a de que toda a tela é a ausência da matiz que ocupa.
Frente à vacuidade gerada pela obra ainda no seu devir, cabe moldar um corpo capaz de conceder um espaço a toda a ausência. Assim, creio vivamente que toda a tela é um ser que respira para findar o vazio que lhe foi imposto antes de ser gerado. A obra de Isabel Ferreira Alves é, sem dúvida, uma contínua busca da prestação desse corpo como pintura. Saber ler as cores e com elas mergulhar no espaço infindável do ser é somente acreditar que em cada obra da autora toda a ausência termina no acolhimento do corpo que se avizinha para figurar a existência do gesto que concebe toda a pintura como devir.

Carlos Vaz – Escritor
2002

A Ponte I


Da esquerda para a direita : Isabel, eu, Presidente da Câmara municipal de Fafe José Ribeiro e a sua mulher Drª Helena, e o Pompeu. Casa da Cultura de Amarante, 18 de Abril de 2009.
Fotografia: © João Artur Pinto.

Sábado, 18 de Abril de 2009.

A ponte I

Inauguração da exposição com a Isabel A ponte, em Amarante.
Apoios: Município de Amarante, Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, Aventura Marão Clube, Casa de Cultura e Juventude de Amarante, Gráfica do Norte e JúlioCunhateliers.

Programa da Exposição
18 de Abril de 1809, inicia-se junto à ponte de S. Gonçalo em Amarante, na margem esquerda do Tâmega, uma feroz defesa da cidade frente às tropas das II invasões francesas. Este forte impasse prolongar-se-á por quinze longos dias, colmatando com a invasão da cidade e seu consequente incêndio.
Duzentos anos depois, a 18 de Abril de 2009 e até 02 de Maio, a artista plástica Isabel Ferreira Alves e o compositor Nelson de Quinhones evocam este extraordinário exemplo de resistência e união com uma exposição na margem direita do rio, precisamente onde outrora se aquartelavam as forças portuguesas.
Isabel Ferreira Alves apresenta-nos um ciclo de quinze obras, uma por cada dia de resistência desta cidade e o compositor Nelson de Quinhones escreveu para o efeito uma peça para piano e dois grupos de percussão, formada também em quinze partes. O piano, figura central no espectro sonoro, representa a ponte. À esquerda do espectro, as percussões de madeira representam a resistência de Amarante e à direita, as percussões de metal representam as forças francesas. A peça será emitida durante toda a duração da exposição.